quarta-feira, 27 de abril de 2011

Monumento "DIVINO ESPÍRITO SANTO"

Com um calor escaldante, em que se tem a sensação de estar constantemente no
mês de janeiro, na década de 90, a cidade sediou a construção de uma máquina que faz chover em sua praça central. O mijódromo, como ficou conhecida, seria, segundo a Prefeitura Municipal de Cachoeiro de Itapemirim,um monumento em homenagem ao Divino Espírito Santo, mas acabou sendo, alguns anos depois, removido, pois ao contrário de refrescar o ambiente, acabava por molhar todos que passavam pelas proximidades.

terça-feira, 26 de abril de 2011

SÉRGIO BENEVENUTO



BIOGRAFIA:
Sérgio Mello Benevenuto, nasceu no dia 27 de março de 1956, na cidade de Cachoeiro de Itapemirim/ES. Produtor, instrumentista, arranjador e compositor. Iniciou suas atividades em música no Espírito Santo, nos anos de 1970. Seus primeiros estudos foram sob a orientação do professor Maurício de Oliveira. No Rio de Janeiro, freqüentou diversas escolas, como Villa-Lobos, Escola Nacional de Música, Academia de Música Lorenzo Fernandez e outras, até se decidir por uma formação mais aprimorada na Berklee College of Music, conceituada instituição sediada em Boston, EUA. Em 1983, recebeu o "Prêmio Richard Levy" por um de seus trabalhos e neste mesmo ano graduou-se com "Magna Cum Laude" em Composição.
A singularidade da trajetória musical de Sérgio Benevenuto pode ser entendida pelo fato de seu nome já constar como verbete na conceituada enciclopédia de música Cravo Albin, antes mesmo de ter qualquer gravação disponibilizada ao público. Isso é porque a sua história aconteceu nos bastidores.
Em 1984 graduou-se “Magna Cum Laude” na Berklee College of Music (Boston/USA) e recebeu na mesma ocasião o prêmio Richard Levy pelo conjunto de suas composições. Ao voltar para o Brasil fixou-se no Rio de Janeiro e elaborou uma metodologia inédita de ensino, que veio a formar uma geração de instrumentistas que hoje se destacam no cenário artístico, como Arthur Maia (Gilberto Gil), Marcelo Martins (Djavan), Heitor TP (ex-Simply Red, atualmente trabalhando em trilhas para a Dreamworks), Zé Canuto (Gal Costa), Fernando Caneca (Maria Gadú), Ézio Filho (Zélia Duncan), e ainda prestou serviços a artistas como Baby do Brasil, Marcelo Bonfá, Raphael Rabelo, Rodrigo Lessa, entre outros.
Fundou a Rio Música, uma das mais atuantes escolas do cenário profissional de música no Rio de Janeiro, e que a partir de 1993 veio a ser a primeira instituição a oferecer um curso completo de Produção Fonográfica no Brasil, em parceria com profissionais de destaque como Mayrton Bahia, Fábio Fonseca, Carlos Pedruzzi e Fábio Henriques. Desde então realiza palestras e workshops em festivais de música em diversas cidades do País.
Trabalhou na área de projetos especiais para a Universal (ex-Polygram) e ainda participou na criação de um conceito até então inédito no mercado brasileiro, ao cifrar as músicas do CD “Verde, Anil, Amarelo, Cor de Rosa e Carvão” de Marisa Monte (EMI) e incluí-las no encarte. Em Vitória (ES) a partir de 1998, dirigiu diversos espetáculos que uniram artistas locais com músicos nacionais (Ópera Pop Panela de Barro, Eller por Elas, O Baião do Rei, Festa de São Pedro 2002, Maria Maria de 2005, o Rock do Roberto em 2007).
Produziu e dirigiu musicalmente diversos CDs para artistas do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo (Solana, Lucy, Rajar, Supercombo, Ócio, Saia no Samba, Is Cool, entre outros). Hoje exerce também a função de Diretor da Escola de Áudio e Música Popular – AMP - sediada em Vitória/ES.
Em 2008 lançou seu primeiro álbum, “Onde Andará Ruff Cutz”, contando com performances memoráveis de uma constelação de grandes instrumentistas brasileiros. O CD foi selecionado entre os melhores do ano no Prêmio TIM de Música Brasileira e colheu críticas entusiasmadas.
E agora em 2011 apresenta “IO”, seu segundo disco, fortalecendo o conceito de arranjos surpreendentes e performances vigorosas de 22 convidados da primeira linhagem da música instrumental brasileira. O álbum sai pela Brazilian Music Factory’ (BM Factory).

DADOS ARTÍSTICOS:
No Espírito Santo participou como músico e compositor do movimento cultural predominante, integrando-se aos músicos da época para jams, e dedicando-se à banda com a qual montou dois shows: "Lon" e "Epitáfio" (com Paulo Faria, Jerry Marques e Heitor T.P.). Por mais de três anos foi crítico e repórter musical do jornal A Gazeta. No Rio de Janeiro, disposto a criar uma escola de música realmente profissionalizante e voltada para o mercado de trabalho, fundou a Rio Música, que se firmou como uma das mais atuantes no cenário profissional de música do Estado. Elaborou uma metodologia de ensino que formou uma geração de instrumentistas que hoje se destacam no cenário artístico, como Heitor TP (Simply Red), Arthur Maia (Gilberto Gil), Marcelo Martins (Djavan), José Canuto (Gal Costa), Fernando Caneca (Marisa Monte), e ainda prestando serviços a artistas como Baby do Brasil, Zélia Duncan, Marcelo Bonfá , Daúde, Raphael Rabello, e outros. Trabalhou alguns anos como produtor para a PolyGram e criou um conceito até então inédito no mercado, quando preparou todas as cifragens do encarte do CD de Marisa Monte ("Verde, anil, amarelo, cor- de-rosa e carvão" - EMI), permitindo ao ouvinte poder executar as músicas. A partir de 1993, dedicou-se também à implantação, na Escola Rio Música, da primeira Escola de Produção Fonográfica do Brasil, fazendo parcerias com produtores de destaque, como Mayrton Bahia, Fábio Fonseca, Fábio Henriques etc. Produziu os trabalhos de Rodrigo Lessa e do grupo Tom do Azul. Em 1997, co-produziu, ao lado do músico e produtor William Magalhães, os trabalhos de dois novos artistas (João Suplicy e Vytoria Rudan) e uma banda (Embromation Society), nos estúdios da Chorus, RJ . Estes projetos deram início à criação de um novo selo, o Banan Beat. Em 1998 retornou à Vitória, cidade do Estado do Espírito Santo. Fez a pré-produção das fitas que levaram o grupo Símios a fechar um contrato com o selo Seven (distribuído pela Sony Music). Em 2000 fez a direção musical do show de lançamento do trabalho de "Aloysio Palma e os Próprios".

DISCOGRAFIA:
2011 – 10
2007 – Onde Andará Ruff Cutz?

ENTREVISTA:
As ‘mil e uma’ facetas da produção musical
www.seculodiario.com.br/arquivo/2004/janeiro/24_25/entrevista/entrevista/24_01_01.asp (matéria: Jeanne Bilich)
Definir quantas e quais são as tarefas pertinentes a um produtor musical não é tarefa fácil. Segundo, Sérgio Benevenuto - nosso entrevistado deste final de semana - "um produtor tem que pensar desde a escolha do repertório até a produção do CD, como produto negociável. Há que se ver, ainda, onde o artista se encaixa: se ele é mais 'cool', mais reverente, eu tenho que passar isso de forma clara para quem vai consumir a música". Fundamental, também, diz ele, é compor o visual, a imagem do artista, bem como estar todo o tempo "antenado", em "sintonia fina" com as tendências que irão dominar as próximas temporadas.
Capixaba de Cachoeiro, Sérgio Benevenuto, 46 anos, está pela segunda vez radicado no Espírito Santo. O produtor musical possui uma inquieta história de vida. Toda ela caprichosamente traçada por um único fio condutor: a música. Aliás, as primeiras lições foram aqui mesmo, no Espírito Santo, precisamente com o mestre Maurício de Oliveira. Na década de 70, antes de "rodar mundo", foi crítico e repórter musical do jornal "A Gazeta". Mudou-se, então, para o Rio, matriculando-se na Villa-Lobos e, posteriormente, na Escola Nacional de Música e Academia de Música Lorenzo Fernandez. Aí decidiu que era hora de buscar uma formação musical mais aprimorada. Encontrou-a no "Berklee College of Music", em Boston, USA. Na volta para o Brasil, trouxe um sonho na bagagem: fundar a "Rio Música", uma escola de música profissionalizante, com uma peculiaridade marcante - a de realmente preparar os alunos para enfrentar um mercado de trabalho cada vez mais competitivo e exigente. Criou uma metodologia de ensino que formou instrumentistas famosos, hoje ocupando importantes espaços no cenário nacional. Alguns exemplos? Heitor TP (Simple Red), Arthur Maia (Gilberto Gil), Marcelo Martins (Djavan), José Canuto (Gal Costa) e Fernando Caneca (Marisa Montes). Entre tantos outros, naturalmente! Benevenuto trabalhou também como produtor na Polygram e prestou serviços a Baby (Consuelo) do Brasil, Zélia Duncan, Marcelo Bonfá, Daúde e Rafael Rabelo. Em 1993, implantou na própria "Rio Música", a primeira "Escola de Produção Fonográfica" do Brasil.
Para sabermos mais sobre as atividades a que vem se dedicando nesse retorno à terra capixaba, fomos encontrá-lo em seu próprio escritório, sediado à rua Aleixo Neto, esquina com Chapot Presvot, na sua "Pennylan". É assim que ele chama a Praia do Canto:
Século: Quando e por que você voltou a se estabelecer no Espírito Santo, Sérgio?
Benevenuto: Creio que o ano foi 1999... Voltei por uma questão familiar e quando aqui cheguei, observei que havia um cenário muito promissor, isto é, muitas bandas estavam se formando, fato que não ocorria na época em que eu aqui estava. Cheguei, já fui logo comprando uns 40 discos das pessoas que aqui estavam trabalhando, para ter uma visão da coisa... E aí tirei minhas conclusões: primeiro, já estava começando a surgir um movimento quantitativo bom; segundo, vários artistas estavam se estruturando, 'correndo atrás', tentando fazer 'links' maiores e, ao mesmo tempo, ainda não havia uma preocupação muito grande com qualidade, com o qualitativo para ser competitivo. Que não adianta ter só quantidade. Mas, eu acho que é um processo orgânico, natural e, então, a minha proposta foi também trazer um pouco desse 'know how' que eu acumulei durante esses anos todos, trabalhando aonde eu trabalhei. E articular as 'coisas', através daqui. Nesse processo, deparei-me com dois trabalhos que me encheram os olhos - mesmo! - trabalhos esses ligados à área pop, rock, por aí, mas muito bons! Achei, quase que por acidente de percurso, dois compositores que vieram de Ecoporanga. E, a primeira sensação que você tem, de que vem de Ecoporanga, é que se tratava de 'country music', mas não... Os caras são pós-psicodélicos ou hippies e com um poder de composição muito acima da média que eu estava observando no Rio nos últimos anos.

- Por favor, o nome desses compositores...

- O nome dos dois? Um é o Dante Ixo e o outro é o Juliano Gauche.

- Você é capixaba de onde e com que idade deixou o Espírito Santo?

- Bom, a despeito de terem me recusado alguns trabalhos aqui, como seu eu fosse um E.T. carioca, eu sou capixabíssimo. Nasci em Cachoeiro de Itapemirin, tendo saído de lá aos 5 anos. Passei toda a minha adolescência em Vitória, deixando o Estado quando tinha em torno de 20 anos. Quer dizer, esse retorno meu não foi nada assustador. Eu me sinto completamente em casa aqui. Então, capixaba sim! Casado? Sim. Duas vezes, com duas filhas. A 'produção' lá em casa é de quinze em quinze anos... (risos).A primogênita tem 18 anos e a outra, apenas 3. Sou casado com a Alza Alves, que é uma das principais articuladoras de toda essa questão vocal no Brasil. Ela é uma das fundadores do Jeve, que é uma das principais associações de voz. Ela é carioca, convidei-a para vir ao Espírito Santo e o resultado foi que acabamos ficando juntos aqui e juntos tivemos a minha filha mais nova, a Julinha, com três anos. E eu tenho a filha do primeiro casamento, a de 18 anos, que é a Natália. Aí o perfil da minha vida privada...

- Fale agora um pouco da sua trajetória profissional.

- Comecei em Vitória, em plena adolescência, isto é, lá em 1973, 1974, quando montei minhas primeiras bandas, circuito 'underground', só que naquela época não havia aqui absolutamente nada. Tivemos até orgulho porque nessa banda que eu fiz à época, tocava um guitarrista chamado Heitor TP, que nunca entrou para a história aqui no Espírito Santo. Hoje ele trabalha para a 'Dream Works', do Steve Spilberg, mora em Los Angeles, tocou 7 anos com o 'Simple Red' - uma banda mundialmente famosa -, quer dizer, um cara que foi para o mundo mesmo, deu super certo e, no entanto, nunca aqui foi citado de nenhuma maneira, o que eu acho até injusto! Enfim, montávamos bandas, shows e ensaios intermináveis até o ponto o ponto de um não conseguir mais olhar para a cara do outro... porque não havia lugar para tocar, não tinha onde gravar - as gravadoras era um sonho distante! - então, na verdade, fizemos alguns shows no circuito mais 'underground' mas, na verdade, não acontecia nada... E fomos nos cansando mesmo. Nesse período, comecei a trabalhar como repórter musical do jornal 'A Gazeta', e então, meio no desespero, resolvi, em 1975, ir com a 'cara e a coragem' para Londres. Falei lá para o meu editor: 'Tô indo embora'... Claro que eu 'quebrei a cara'. Quando cheguei estava nascendo o 'punk rock', eu com outra cabeça... todo mal estruturado, caipira mesmo, violão debaixo do braço, com muita pouca informação. Claro, não deu certo! Voltei e reassumi em 'A Gazeta'. Até que um dia fui ao Carlos Gomes assistir a um espetáculo de jazz., que eu já estava bem interessado nesse gênero. Apresentava-se o Vitor Assis Brasil e na 'batera' havia um grande amigo meu que me falou de uma excelente escola de música nos EUA e que ali se ensinava o que eu queria realmente aprender. É que nas escolas de música que eu freqüentei parecia que eram mundos distantes, mundos separados entre a realidade do dia-a-dia e a realidade acadêmica. Não havia nenhuma relação com a vida real, com os discos que eu ouvia em casa, de como se fazer aquele processo. Tentavam me fazer um músico neo-barroco, assim... uma espécie de barroco tardio!(risos) A verdade é que nas escolas e pelos professores pelos quais passei não aprendi patavina. Aí, 'enchi o saco' e fui para o Rio. Também lá nas escolas repetia-se o mesmo processo... Não se falava disso que eu tanto queria aprender - a música real, a música de hoje, música contemporânea, a que se faz no momento. Então, tendo o baterista do Vitor Assis Brasil me falado sobre a 'Berklee College of Music', enviei meus testes, larguei tudo e fui embora...

- Onde fica sediada essa escola?

- Fica em Boston e é considerada a melhor escola do mundo. Lá estudaram os grandes 'figurões' da música instrumental. Uma escola muito voltada para jazz e hoje assimila também bastante do pop: é um jazz encostando no pop. Só que minha primeira fase de formação musical tinha sido intuitiva, eu ouvia era Beatles, John Lennon... aqueles propósitos expressos nas suas músicas de transformar o mundo, aquilo tudo exercia um encanto na juventude da época e eu não fui exceção. Só que, ainda em 70, o próprio John Lennon afirmou: 'The dream is over'. O sonho acabou! Se 'virem', portanto... Assim, resolvi ser um profissional de música. Então, fui para os EUA mais com a cabeça voltada para o jazz e, quando lá cheguei, encantei-me pela música contemporânea erudita. Assim, eram formações muito diversas: aqui do Brasil, eu tinha a nossa música brasileira, a infância ligada ao pop rock, entrei no mundo do jazz... e, quando fui para uma escola de jazz, apaixonei-me pela música erudita contemporânea! Tudo isso, trouxe-me uma visão da música muito científica, muito técnica. Fui com o espírito muito investigativo, tentando entender essa fenomenologia por trás da música. Então, fora a 'Berklee' ainda fiz uma biblioteca particular minha, muito rica ... comprei tudo que podia! Comecei, então, a elaborar o projeto de montar uma escola no Rio, que seria a primeira escola voltada para a formação do músico de hoje, do mundo real, o que ele precisa aprender dentro de um estúdio de gravação, como deve se comportar, o que é a produção de um disco, como deve ser planejada a carreira dele, o que ele precisa aprender sobre tecnologia hoje. Porque estar fora da tecnologia... hum... é 'brincadeira'! Afinal, necessita-se de tecnologia para tudo.

- E quando essa escola foi criada?
- Eu me formei na 'Berklee' em 1984 e, assim que cheguei ao Rio, imediatamente montei a 'Rio Música'. A escola foi pioneira nesse sentido lá no Rio e eu devo muito a ela, porque o fato de tê-la dirigido por mais de 10 anos consecutivos, proporcionou-me um contato muito próximo com toda a comunidade musical ativa do Rio de Janeiro. Assim, como o objetivo da escola era formar músicos para o mercado de trabalho, eu conheci os produtores, o pessoal das gravadoras, empresários. Nessa escola, passaram artistas como Rafael Rabelo, a Baby Consuelo, o Arturzinho Vaz, os grandes instrumentistas de hoje. Através desse método que eu implantei na 'Rio Música' é que me permitiu fazer todos esses contatos e conquistar o Rio, digamos assim. Que método é esse? Na verdade, esse método consiste em tirar 'toda a frescura', é fazer o cara ser apto a 'pegar' uma banda, arranjá-la, ter uma boa performance de instrumentos, conhecer e conviver com a tecnologia, estar preparado para gravações, etc. Assim, fomos formando músicos e abastecendo as gravadoras. Então, na banda do Gil, do Caetano, sempre tinha um músico técnico formado na 'Rio Música'. E, ainda, fomos pioneiros na criação da primeira Escola de Produção Fonográfica do Brasil. Aí, nessa altura, fiz uma parceira com um produtor - que para mim, até hoje ainda é um mestre - que se chama Mairton Bahia. Mairton já trabalhou com todo mundo...desde a Elis Regina, João Gilberto, Legião Urbana... enfim, um cara que deixou uma história! Ele fez um disco instrumental, um clássico para mim, que é o 'Samambaia", com o Hélio Delmiro e com o César Mariano. Enfim, fez trabalhos maravilhosos! E eu e ele montamos na 'Rio Música' esse primeiro curso de produção fonográfica. Hoje, também, nos principais estúdios, principalmente os do Rio, estão pessoas formadas na 'Rio Música'.

- E com quem está a escola agora que você está aqui?

- Bem, eu arrendei a escola para três alunos amicíssimos meus, todos na ativa, sendo que um deles é o diretor musical da Zélia Duncan, outro é o Marcelo Martins, que hoje está na banda do Caetano e o terceiro, é o Geraldo Brandão que fez mais de 600 álbuns lá para a 'Niterói Disco', um modelo muito próximo da 'Rubem Braga' daqui, não? Enfim, eles estão lá tomando conta para que eu possa estar aqui, meio 'comendador'... (risos)
- E você está feliz aqui?

- Bem, quando cheguei e constatei esse cenário promissor, revi a Praia do Canto - que chamo minha 'Pennylane' - um bairro em que saio a cumprimentar todo mundo: 'Bom Dia, barbeiro', 'Bom Dia, enfermeira...'(risos). Vindo do Rio, onde gastava três horas no trânsito todos os dias, onde nos últimos 4 meses que lá passei, fui assaltado quatro vezes (risos)... Quer dizer, eu estava um pouco estressado com o Rio! Então, decidi ficar por aqui mesmo, comprei este escritório aqui na Praia do Canto, mas não me desfiz da escola no Rio. Aliás, continuo indo lá... Na verdade, estou mais é me dividindo. E quanto a minha estada aqui, meu papel tem sido esse: primeiro, a 'coisa' didática mesmo, isto é, venho dando aulas para algumas pessoas que já estão no meio musical, sempre reservo esse espaço para ensinar. Infelizmente, havia também um outro projeto que ia ser feito em parceria com a Ufes, mas não vingou. Esse projeto - alguém tem que saber disso! - afinal, me 'alugaram' l ano e meio, fizemos uma sociedade, eu, o José Luiz Dantas e o Paulo Pelissari, para montar uma escola aqui, no Espírito Santo, escola que seria um modelo para o Brasil. Ora, envolvi-me com o pessoal da Cândido Mendes para trazer gente da assessoria de imprensa, enfim, toda aquela engrenagem do 'show business' e a Ufes, na pessoa do Kleber Frizerra, foi irresponsável no sentido de ter me deixado trabalhar 1 ano e meio e depois sair com aquelas coisas de 'política interna' da universidade. O Kleber Frizzera fez um papel lamentável para com a comunidade musical. Porque se o projeto tivesse saído, nós hoje estaríamos uns 4 anos adiantados em relação a 'know-how', conhecimento mesmo! É foi uma coisa meio moleque... eu treinei professores durante 3 meses, comecei a comprar equipamentos, uma sociedade foi formada - e olhe que a Ufes não entraria com um único tostão! - estava tudo já alicerçado. Aí, entre aquela política interna ali... Pois é! Um dia, tomara a comunidade musical saiba quais são os problemas que aqui existem. Então, o que fiquei eu fazendo aqui neste tempo? Artistas em início de carreira, querendo gravar seus primeiros áudios, como é o caso do Marquinhos Ribeiro que está lançado o primeiro disco dele agora; uma 'menina' chamada Cláudia Colares; fizemos uns áudio do Gustavo, que hoje é o vocalista da 'Nave', uma banda que já está aí colhendo seus primeiros frutos... Mas, quando eu ouvi esses 'meninos' do 'Solana', aí eu achei que eu tinha realmente um produto. Acho que esses 'meninos' têm mesmo um lugar na MPB. Não é que eu ache só bonito! É que eles são bons mesmo!

- Esta convicção vale uma aposta?

- Pela experiência que acumulo, eles têm realmente lugar na MPB. Então, quando os encontrei, eles estavam sem banda, sem nada, e assim eu montei a banda para eles. E a partir dessa idéia - o que aconteceu na 'Rio Música' também durante esses anos todos - fomos formando profissionais para a indústria. Em todos os pontos da indústria, a gente foi formado um 'familião', em um espírito muito construtivo. Então, veio uma idéia de nós mesmos formamos uma indústria. Por que? Ora, porque produzimos áudios, temos os estúdios que as grandes gravadoras dispõem, contamos com os profissionais que as grandes gravadores têm - tanto como músicos, como técnicos - e, no entanto, está sempre todo mundo trabalhando para a indústria. Que tal, então, a gente reagrupar esse time possante, e aí termos nossa própria indústria?! Talvez não dispomos da folga orçamentária que a indústria tem, mas... temos todo o padrão! Então eu, aqui em Vitória, estou me 'linkando' dessa maneira: colocando tudo isso à disposição. Assim, esses dois discos foram gravados - 'Solana' e 'Lucy' - com padrão industrial mesmo, normal. Foram mixados pelo cara que mixa o Renato Russo... as capas foram feitas com muito carinho! Tudo em busca desta competitividade.

- É corrente afirmar-se que acontecimentos musicais oriundos do nosso Estado não repercutem no eixo Rio/São Paulo. É preciso uma 'alavancagem' muito forte, impulsionada até pela Rede Globo, Som Livre etc. Caso contrário, o espaço permanece restrito e limitado ao regional. Esse é um conceito falso ou verdadeiro?

- Olhe, é delicado falar isso porque a gente até vive no Espírito Santo um processo eufórico entre os músicos e eu sou sempre um 'cara' meio realista neste aspecto. Eu vim de uma realidade e tento passar esta realidade. Então, essa realidade que eu vivia, ou seja, convivendo com a indústria mais próxima, revela claramente que o Espírito Santo nunca teve tradição de 'exportar' seus artistas. Assim, quando eu dizia para as gravadoras que havia uma banda do ES....hum.... Por que isso ocorria? Porque, se fosse uma banda de Minas, esse Estado já tem um circuito exportador; se fosse uma banda de Brasília, do Rio Grande do Sul, tudo bem! Para as gravadoras, 'pegar' uma banda do Espírito Santo representa que eles terão que trabalhar três vezes mais. É isso que vai pela cabeça deles! Então, na verdade, quem precisa trabalhar três vezes mais é a gente aqui. Eles é que não irão se dispor a isso. E se é a gente, precisamos fazer produtos bem mais competitivos, com grande qualidade, nivelando-nos com o que vem de Minas, São Paulo e do Rio. E é exatamente isso que estou tentando fazer! Agora, há pouco tempo mesmo, começou a surgir um fato novo que é o fenômeno da venda regional. Por que? Porque os estúdios de gravação baratearam muito seus custos... Assim, o que era impensável há 15 anos, hoje o 'cara' arranja um 'patrociniozinho' ali, já dá para fazer...

- Ou seja, podemos depreender que está sendo criado um mercado segmentado, regionalizado?

- Há uma tendência sim para esse mercado regionalizado. Antes, por exemplo, lá em Aracaju não tinha como o pessoal do local gravar disco, 'tá'? Então, de repente, aquela 'cara' que toca na noite de Aracaju há uns 11 anos, já tem um público 'ao vivo', ele entra em um estúdio, grava um disco sem muita competitividade, sem muito padrão nacional - um disco regional - e acaba alavancando uma venda expressiva regional. Aí quando um artista local vende regionalmente, a gravadora abre os olhos: "Ôpa, lá em Aracaju, aquele 'cara' acontece regionalmente..." Não é - quero deixar isso bem claro! - que as gravadoras fiquem 'encantadas' com o que pode acontecer em nível regional, não! Apenas, se vendeu bem, há uma chance que pode se abrir... Aqui mesmo, de forma recente, registrou-se um fenômeno desse tipo com a Banda Casaca que vendeu entre 20 e 25 mil cópias no Espírito Santo, o que fez com que as gravadoras ficasse atentas. Então, essa banda vai lá, faz aquele contato.... E é o que estou dizendo, nós é que temos que trabalhar triplicado.

- Para 'acontecer' regionalmente é também necessário ocupar os 'espaços' certos na mídia local. Há esse 'espaço' aqui?

- Eu diria que há. Até bem! Por exemplo, conseguir um espaço desses no Rio é uma coisa 50 vezes mais complicada. Conseguir o mesmo espaço aqui na Gazeta, na Tribuna, aparecer nas tevês locais toda hora.... Esse não é o grande problema, não! Uma coisa que sinto muito falta aqui é da crítica especializada. Quando eu trabalhava no jornal 'A Gazeta' existiam críticos de artes plásticas, dois críticos de cinema e um de literatura. Hoje, eu não vejo isso! Não há senso crítico. Ora, assim a imprensa fica trabalhando com 'releases'. No 'release', o Zé das Couves manda o dele, dizendo que ele é ótimo, etc. e tal e você não sabe quem é realmente bom. Não há um senso crítico. Para falar a verdade, eu sinto muito falta da crítica especializada....

- Essa crítica a que você se refere - e que realmente aqui existiu! - era 'forte' e até determinante para 'sinalizar' para o público os bons livros, filmes, artes plásticas, música etc. Mas, a verdade, é que a crítica também desapareceu da chamada 'grande imprensa', isto é, nos jornais de circulação nacional, após o advento do rolo compressor da 'indústria cultural'. A exceção fica por conta dos cadernos como o 'Mais' da 'Folha de São Paulo', edição de domingo, e do 'Prosa e Verso' de 'O Globo' e 'Livros & Idéias', do JB, ambos nas edições de sábado, mas exclusivamente voltados para o universo literário. Na sua visão, foi mesmo a 'indústria cultural' que 'exterminou' com a crítica?

- Porque ela acabou, eu não sei... aliás, até hoje não compreendo isso! Porque o crítico, a despeito das críticas que ele tradicionalmente recebe, tipo ´crítico é um artista frustrado' etc. e tal, mas eu acho que eles são imprescindíveis, inclusive, em nível de informação propriamente dita. Porque se o jornal só publica 'releases', ora... todo mundo fica igual... 'que bom', não? Você não tem referências, você não tem a 'coisa' dissecada, você não tem sequer a informação precisa. Da mesma maneira que estou hoje apostando em dois 'caras' lindos, padrão nacional, eles estão sendo tratados assim... como mais um, no oceano de 'releases'.
- Por não ser uma 'expert' em música popular brasileira, pop, rock, etc. Quando eventualmente escuto o que as rádios estão tocando, parece-me estar tudo homogêneo, idêntico mesmo. Não noto padrões diferenciais marcantes entre um cantor e outro, uma banda e outra, como ocorria na MPB em décadas anteriores. 'Quem ouve um, ouve todos'. Isso é 'radicalismo' meu, do tipo 'não ouvi e não gostei' ou vem ocorrendo na verdade? E como é que um artista pode acontecer - pelos seus méritos artísticos, obviamente! e não via 'marketing' em um universo homogeneizado?

- Bem... é uma longa história! Existe até um curso chamado 'A História da Indústria Fonográfica', onde você conhece como isso foi trabalhado. Na minha visão pessoal - isto é, na minha análise própria mesmo! - nós tivemos na MPB um período muito fértil que se situou no final dos anos 60 e início dos anos 70. Os músicos tinham muita liberdade, as músicas eram contestatórias - contestavam o sistema, o 'establisment' - enfim, havia uma 'briga' inteligente circulando, o que dava muita liberdade para os músicos. Eles entrevam no estúdio, faziam uma música de 40 minutos, não havia problema algum... as rádios que se danem! Essas bandas até hoje - por incrível que pareça! - são referências para a vida dos jovens do presente. Nos finais dos anos 70, três coisas começaram a mudar esse cenário: o surgimento da 'dance music' e ali começou a desaparecer a bateria, para existir o 'bum bum' caixa, tudo em canal isolado, com programações. Que estimulam as pessoas a dançarem e não a ouvir, propriamente dito. Naquele momento, a indústria descobriu que esse tipo de público - que queria música para dançar, para se divertir, entretenimento mesmo - era muito maior do que o público que realmente gostava de ouvir música. Então, a indústria passou a se voltar para esse gênero. Outra coisa, foi quando surgiu o 'punk' ou seja a 'anti-música' e também a indústria percebeu, em meados dos anos 70, que essa rebeldia podia ser cooptada, isto é, era vendável também. Então... 'podem falar mal de mim', que eu vendo esse 'mal falar' também! Pode rasgar a calça, que eu 'industrializo' também, coloco calças rasgadas no mercado, pode ter cabelo grande que passa a ser 'moda' ... assim, o cenário mudou, passando a ser o que hoje chamamos de 'indústria'.

A 'indústria' da música ficou forte, vendeu como nunca, alargou seus horizontes, chegou a um ponto que ninguém poderia prever que chegaria. E, obviamente, tudo isso convergindo para um certo padrão. E, olhe... eu sou um produtor de música. Portanto, o cara mais suspeito para falar disso! Mas, na verdade, a ênfase começou a ser na produção, digo, na qualidade da produção, mais do que no projeto artístico ou na identidade artística. Então, hoje temos cantoras que fazem sucesso - como você mesma descreveu - que se colocar o som dela no ouvido, você ficará impressionado com a qualidade da produção, com o nível de detalhe, como os 'caras' pensaram em tudo, sonoridade maravilhosa, tudo 'arquitetado'... Mas, se você tirar essa cantora e a substituir por outra hum..., ou seja, o que fala mais alto é a produção, certo? Ora, sendo eu produtor - olha só! - o mais fácil para mim seria dizer: 'deixa como está' (risos). Mas... eu gosto de arte! Eu nasci em outra época, vim de outra época. Por exemplo, voltando novamente ao 'Solana' para ratificar... Para mim, esses 'meninos' estão trazendo exatamente aquilo que eu tinha perdido há anos: o gosto pela canção, o gosto pela consistência na letra, que hoje em dia, qualquer 'retalhozinho' já está passando. Tudo bem, mas não concordo! Costumo dizer que minha produção é muito boa (risos). Olha só: letra não sendo boa, eu risco mesmo; se for aquele verso 'preenchido' por falta de opção, para mim não vale! Versos têm que ter um sentido! Pois bem, esses 'meninos' do "Solana" trouxeram para mim tudo isso!

- O 'fenômeno' musical que fechou 2003, largamente divulgado, foi Maria Rita, a filha da Elis Regina. Qual sua visão particular sobre a 'nova' cantora?

- 'Pô', lindíssima, maravilhosa, tudo certo! Mas quero esperar um pouco mais... Na verdade, ela tem uma justificativa muito forte de ser tão parecida com a Elis. A sensação que eu particularmente tenho - e até não é muito agradável! - é quase a de que eu estou ouvindo 'outras vidas' - fantástico! de tão próximo que é o 'negócio'. E, olhe, muitas outras pessoas partilham esse mesmo sentimento meu. Sinto que o repertório foi feito para a mãe, a Elis, e não para ela. Chamaram o Tom Capone, que é o melhor produtor do momento, para dar uma 'modernizada' na sonoridade. A Maria Rita é uma intérprete maravilhosa, uma artista de sensibilidade, não se engane, que é mesmo! Só que parece que ela está sendo 'empurrada' para ser a mãe novamente e, para mim, vai chegar naturalmente a hora em que ela vai precisar ser ela mesma e terá que se articular melhor para isso. Mas, ela tem talento. Com certeza!

- Será que a 'explosão Maria Rita' não implicaria nesta pós-modernidade para aclarar uma demanda por música de qualidade, aquela que traduz sentimento, podendo mesmo 'alavancar' uma nossa fase na MPB?

- Olha, se a Maria Rita não fosse a filha da Elis Regina (risos), eu até concordaria com você (risos)... Mas não, há um 'marketing' em torno da Elis. Então, não se sabe o quanto isso é saudade da Elis ou se realmente se está apontando para um resgate futuro... Temos que esperar! Há outras 'meninas' despontando também. Por exemplo, tem uma menina chamada Vanessa da Mata... muito bom trabalho o dela! Mas, observe, a única que está na mídia é a Maria Rita. Por que? Porque a nossa conexão com a Elis é ainda muito forte no Brasil (risos).

- Fechando essa conversa, fale sobre o 'Solana' e 'Lucy', por favor...

- Bom, o 'Solana' é todo fundamentado nas composições desses dois 'youngs and brilhants composers', o Dante e o Juliano. Para mim, eles foram uma surpresa muito agradável, porque eu já vinha trabalhando há uns 15 anos no Rio, e tinha a sensação que a produção nossa sempre ficava acima do artístico. Estávamos querendo bons artistas... E eles me acenderam esta chama novamente! Trazendo o melhor das referências assim, digamos, do final dos anos sessenta início dos 70; uma boa dosagem de psicodelia; aquelas mensagens de cunho espiritual - sem nenhuma frase apelativa! - com um grau poético que até hoje me deixa bastante satisfeito. Então, eles nem tinham a banda ainda, eu fiz a pré-produção com os dois, montamos as músicas - fizemos o repertório do disco - e, em seguida, montamos a banda. A banda foi complementada aqui no ES mesmo, com o Murilo Abreu - que é filho do Afonso Abreu - tocando baixo; o Bento, na bateria, também sobrinho do Afonso Abreu; e, um guitarrista 'enfant terrible', um garoto de 17 anos, chamado Rafael Rocha, que é filho de um guitarrista daqui, o Cryso Rocha, que já tem uma 'linguagem'... Estão afinadíssimos e afiadíssimos! Então, a nossa estratégia é começar as negociações em março, no Rio - porque agora o período é de férias - e, enquanto isso, trabalharemos aqui no Espírito Santo, em janeiro e fevereiro.

Até mesmo para eles se 'aquecerem' mais! Assim, eu produzi todo o disco, produzi o show e estamos 'passando' por todo o Espírito Santo. Na verdade, eles são os dois artistas que inauguraram o selo que nós criamos no Rio, através da 'Rio Música', chamado BMFactory. Esse selo foi feito por meus parceiros do Rio, cujo diferencial é este: é um selo com características nacionais e tem como seus dois primeiros produtos, duas bandas aqui do Espírito Santo. A outra banda se chama 'Lucy' e é uma banda que já tem uma história aqui no Estado, mais no circuito rock pop. Mas quando eu ouvi a banda 'Lucy' em ação, pela primeira vez, me chamou demais a atenção a Manuela Bergamim, que é a vocalista da banda. O 'Lucy', do ponto vista técnico, dentro do mundo pop por onde eles navegam tem, em um extremo, algo assim que lembra um Kid Abelha, com o pop levinho, gostoso... já no outro extremo, um Pato Fú, todo experimental.

O Lucy navega aí pelo meio... Com um diferencial: a banda conta uma belíssima cantora, uma cantora de voz grande, aveludada e, ainda, com dois bons compositores: o Márcio e o João Paulo. Quer dizer, as composições não ficam devendo nada, isto é, não ficam pelo meio do caminho... são boas composições! Enfim, foi um trabalho que também me agradou muito, desde o início, fazer essa pré-produção que durou quase um ano, mais dois meses gravando, mais dois meses mixando (risos)... e, aí estamos com o disco já colocado à venda na 'Laser Discos' e em alguns outros pontos do Estado. Também, dentro dessa mesma ótica, vamos mostrar esse trabalho no Rio e em São Paulo e, até lá, estaremos no circuito regional com essas duas bandas. Agora, fora esses dois trabalhos que são do selo, estamos também lançando uma 'menina', na 'praia' do dancing mesmo, chamada Adriane Quintaes, muito legal... Esperem que, em março, vai chegar o disco dela. Enfim, meu papel aqui no Espírito Santo vem sendo precisamente este: fazer 'links' com o que eu tenho de bom lá fora, tentando inclusive trazer isso para cá, e permitindo a gravação de discos mais competitivos, com qualidade melhor. Por exemplo, o mixador que fez esses dois discos para mim, 'obrigou-me' a ficar dois meses e meio aguardando ele terminar outros trabalhos já contratados, porque eu só queria ele: o Fábio Henriques. É um grande parceiro meu há 15 anos e a experiência dele já serviu para todos os 'grandes' que você pensar aí ... não é caso de experimentação, não!

SITES:
http://www.sergiobenevenuto.com/

RODRIGO SAAD (Cabelo)



BIOGRAFIA:
Rodrigo Saad, conhecido como “Cabelo”, nascido em 1967, na cidade de Cachoeiro de Itapemirim/ES. Cantor e artista plástico. Mudou-se para o Rio de Janeiro ainda criança. Chegou a estudar engenharia, curso que abandonou.

DADOS ARTÍSTICOS:
As obras do Cabelo constroem ficções fantásticas e evasivas, que fazem referências poéticas e políticas, usando fortes narrativas e personagens. Seu trabalho ganhou notoriedade, pela primeira vez, em 1996, quando participou da mostra “Antarctica Artes com a Folha”. Esta mostra apresentou uma nova geração de artistas brasileiros, tais como Rivane Neuenschaander, Marepe, Laura Lima, José Damasceno, Jarbas Lopes e Sandra Cinto. Em 1997, Cabelo participou ainda muito jovem da “Documenta X”, em Kassel, onde apresentou uma performance complexa, que contou com a participação de atores, um aquário e fios que conectavam os participantes e também pegavam fogo. Além de sua produção nas artes visuais, o artista também é cantor e compositor.
No início dos anos 90 como cantor do grupo carioca de rock BOATO*, apresentando-se no projeto CEP 20.000 no Centro Cultural Sérgio Porto, Rio de Janeiro. Com o grupo, em 1998, lançou pela Sony Music o CD "Abracadabra".
Atuou também como artista plástico, tendo em seu currículo várias exposições internacionais, além de ter participado da conceituada exposição "Documenta de Kassel", realizada na Alemanha.
Em 2000, expôs na galeria carioca Paulo Fernandes uma série de desenhos sobre tecido.

BIBLIOGRAFIA CRÍTICA:
•ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira - Criação e Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Rio de Janeiro: Instituto Antônio Houaiss, Instituto Cultural Cravo Albin e Editora Paracatu, 2006.
•AMARAL, Euclides. Alguns Aspectos da MPB. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2008; 2ª ed. Esteio Editora, 2010.





*BANDA BOATO:
Componentes:
Cabelo, Léo Saad, Dado, Edson Menezes, Fernando Jacutinga, Celão e Justo.

Dados Artísticos:
Grupo de pop-rock formado na cidade do Rio de Janeiro em junho de 1989. Integrado por Cabelo (voz), Léo Saad (guitarra), Dado (teclados), Edson Menezes (baixo), Fernando Jacutinga (bateria), Celão (percussão) e Justo (perfomance) inicialmente apresentou-se no evento "Expoesia" (dos alunos da PUC-Rio), organizada por Samuel Averbug. Em 1990, participou do projeto "Terças Feiras Poéticas", na Faculdade da Cidade, mais precisamente após uma palestra de Heloísa Buarque de Hollanda sobre o tropicalismo. Mais tarde, a banda passou a se apresentar no "Pojeto CEP 20.000", criado pelo poeta Chacal e apresentado no Espaço Cultural Sérgio Porto, zona sul do Rio. Sua formação inicial contava com Pedro Luís (atualmente no grupo Pedro Luís e A Parede), Alexandre Brasil, Carlos Motta e Márcio Romano. Também passaram pelo conjunto os músicos Alexandre Ferrera, André Montanha, Roberto Valente e Rodrigo Sebastian. Após muitas modificações, cristalizou-se a formação atual. De acordo com seus integrantes, suas influências vão de Chacrinha a Garrincha, Fela Kuti, Chaves, Trapalhões, Antônio Conselheiro, Chico Science, Chico Xavier, Baudelaire, repentistas, Darcy Ribeiro e todos os vendedores ambulantes. Com isso, pretende levar poesia e diversão para o maior número possível de pessoas. No ano de 1991, o curta-metragem "Boato: uma autodefinitude" recebeu o prêmio Tatu de Bronze no Festival de Cinema da Bahia. O grupo apresentou-se em várias casas noturnas do Rio de Janeiro, dividindo o palco com bandas e artistas da cidade, além de, desde 1998, se apresentar no tradicional carnaval do bairro boêmio carioca da Lapa. Além disso, o grupo abriu shows para artistas importantes como Jorge Benjor, em São Paulo, no Sesc Pompéia, e para a Blitz, no Circo Voador do Rio de Janeiro. Em 1998, lançou seu primeiro CD, "Abracadabra", também editado no Japão. O cd “ Abracadabra “ foi lançado em 1998 pela Warner no Brasil e no Japão, produzido por Tom Capone e pelo próprio Boato, teve participações de Pedro Luís, Celso Alvim e Alex Meireles. O primeiro trabalho da banda traz músicas como “ Berro da Cabra “, “ Jesus “ e “ Cabrobró Music “, além de “ Xuxa Preta “e o “Rap do Cartão Postal “. No ano 2000, juntamente com outros grupos, apresentou-se nas festividades do Reveillon 2000 de Copacabana, no Rio de Janeiro.

Discografia:

•(1998) Abracadabra • Sony Music • CD



Bibliografia Crítica:
•ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira - Criação e Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Rio de Janeiro: Instituto Antônio Houaiss, Instituto Cultural Cravo Albin e Editora Paracatu, 2006.
•AMARAL, Euclides. Alguns Aspectos da MPB. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2008; 2ª ed. Esteio Editora, 2010.
•CHACAL. Revista O Carioca. Rio de Janeiro. 1998.
•CHAVES, Xico e CYNTRÃO, Sylvia. Da Paulicéia à Centopéia Desvairada - as Vanguardas e a MPB. Rio de Janeiro: Elo Editora, 1999.

Pintura do artista plástico cachoeirense Rodrigo Saad (Cabelo)



SUSANNE BRANDÃO



Susany Cristiny Almeida, conhecida como Susanne Brandão, cantora e compositora, nascida no dia 30 de julho de 1969, na cidade de Cachoeiro de Itapemirim/ES.

BIOGRAFIA:
Dedicou-se, durante a adolescência, ao teatro e a dança. Em 1987, interpretou, em sua cidade natal, a personagem Flora (uma cantora) na peça "Um grito parado no ar".

DADOS ARTÍSTICOS:
Iniciou sua carreira musical em 1989, como crooner de uma banda de baile, com a qual se apresentou por todo o estado do Espírito Santo.
Em 1992, apresentou-se, como artista solista, em casas de shows e teatros de Vitória.
Em 1995, foi convidada para representar o Espírito Santo no festival de Turismo em Santa Catarina, no qual interpretou a canção "Noite Capixaba". Nesse mesmo ano, participou do "VI Vitória Jazz Festival", evento que contou com a atuação de diversos artistas como Jane Duboc e Paulo Bellinati. Ainda em 2005, realizou o show "Post Scriptum", no Teatro Carlos Gomes, no Espírito Santo, com sucesso de público e da crítica local. O espetáculo foi reapresentado no teatro Metrópoles, na Universidade Federal do Espírito Santo.
Em 1996, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde vem atuando em diversas casas da cidade.
Apresentou, em 1996 e 1997, o show "Ela canta Elis" em vários estados.
Em 1998, passou a integrar, como vocalista, a banda SouSoul, com a qual participou do show "Reveillón 2000", realizado na Praia de Icaraí, Niterói (RJ).
Sua estréia em disco foi no CD "Via Fafi", coletânea de compositores e intérpretes capixabas, no qual participou com sua composição "Post Scriptum".
Lançou, em 1998, o CD independente "Susane Brandão" e, em 2000, o CD "No fundo".
É coordenadora pedagógica da Angelus - Oficina Musical, escola situada no Rio de Janeiro, onde atua também como professora de canto.

CRONOLOGIA:
Durante a adolescência, dedica-se ao estudo do piano, teatro e dança.
Em 1987 interpreta Flora, uma cantora, na peça "Um Grito Parado no Ar", de Gianfrancesco Guarnieri, em Cachoeiro de Itapemirim, cidade onde nasceu.
Em 1989, canta na banda “Danos e Perdas” , tendo como integrantes Tulinho Coelho (contrabaixo), Clauber Fabre (guitarra), Zedú Coelho (vocal) e Átila Brandão (bateria), apresentando-se em todo o estado do Espírito Santo. .
Em 1992, apresenta-se na Casa de Shows e Teatro de Vitória, cidade onde vivia, com um repertório mais voltado para a MPB, acompanhada de Clauber Fabre (violão, guitarra e arranjos) e com banda.
Em 1993, fica entre as finalistas no festival de Alegre com a música Post Scriptum de Fábio Coelho e Sônia Coelho.
Em 1994, é considerada pela crítica uma das mais belas vozes do panorama capixaba. Em agosto desse mesmo ano, tem seu show gravado e apresentado pela Bandeirantes, emissora de TV do estado.
Em maio de 1995 é convidada para representar o Espírito Santo no Festival de Turismo de Santa Catarina, cantando na "Noite Capixaba". Em Junho, apresenta o show "Post Scriptum" no Teatro Carlos Gomes, o teatro mais conceituado do ES. Susanne utilizou seus próprios recursos para a realização do show e pagamento do teatro, pois os patrocínio não foram suficientes. Sua atitude ousada lhe conferiu uma popularidade maior no estado, sendo sucesso de bilheteria e público.
Em novembro, é convidada para participar do "VI Vitória Jazz Festival", no Teatro Carlos Gomes, como cantora revelação capixaba.
Em outubro, lança o CD "Via Fafi", coletânea de cantores e intérpretes capixabas, onde Susanne tem uma faixa gravada, o blues "Post Scriptum". Em dezembro, Susanne reapresenta "Post Scriptum" no Teatro Metropolis da Universidade Federal do Espírito Santo.
Em Janeiro de 1996, muda-se para o Rio de Janeiro onde ultimamente tem se apresentado em casas de shows.
Entre 1996 e 1997, apresentou o show "Ela Canta Elis", no Rio e em outros estados. Com sucesso, é convidada para se apresentar em várias casas de shows, como o Rio Jazz Club, Vinicius Bar, e o Excentric de Nilópolis e Teatro Operon entre outros.
Em 1998, lança um CD com músicas próprias e algumas regravações.
Em 1999, apresenta seu CD em diversas casas de shows.
Em 2000, começa a preparar seu novo CD, "No Fundo"
Em 2001, Foi classificada pelo Concurso do Teatro Municipal do Rio de janeiro para integrar o coro do teatro.
Ainda em 2001 faz o show Tributo a Janis Joplin, apresentando-se por todo estado do Rio de Janeiro em em outros estados.
Apresenta-se com Vitor Biglione em um show inesquecível , Tributo a Jimmy Hendrix (com Vitor Biglione) e Janis Joplin (com Susanne Brandão)
Na banda: Ana Espínola (teclado) Dalessandro Mangueira (contrabaixo), Gustavo Schnaider (bateria) Clauber Fabre (guitarra).
Em 2002, funda a Musimundi Academia da Música juntamente com os músicos Fábio Coelho e Clauber Fabre.Inaugurada no dia 10 de agosto de 2002. No dia 17 de agosto ocorre um coquetel de pré lançamento do CD na Musimundi onde os convidados também puderam conferir o lançamento do site oficial da cantora.
Lançamento do CD No Fundo pelo Rio e por vários estados. O lançamento oficial foi no dia 20 de agosto de 2002 no Mistura Fina.
Em 2003- ganha o I lugar no II concurso da Canção Italiana como cantora.
Em 2004- classificou-se entre as 9 sopranos finalistas no concurso da Orquestra Petrobrás Pró Música
Terceiro lugar no Concurso de canto Lorenzo Fernandez.
Em 2004- apresentou o show "Um pouco de todas as Coisas". Com Tíbor Fittel (piano e teclado), Foguete (percussão), Tonho Costa ( bateria). Direção Musical (Clauber Fabre)
Arranjos (Clauber Fabre e Tíbor Fittel)
Nesse show Susanne apresenta músicas próprias e suas influências: Clara Nunes, Elis Regina e Janis Joplin aliada a canções eruditas.
Em 2005 (julho de 2005) gradua-se em Bacharelado em canto pelo Conservatório Brasileiro de Música
Em 2005- lança juntamente com alguns músicos o projeto @tari, onde resgata, junto com seus amigos músicos, as músicas dos anos 80. Na banda estão Guto Bastos (vocal), Carlão (baixo), Clauber Fabre (guitarra), Gustavo Schneider (bateria). O repertório lembra sua primeira banda a “Danos e Perdas” lançada no Espírito Santo em 1989, e que tinha como integrantes Clauber Fabre (guitarra), Túlio Coelho (baixo), Átila Brandão (bateria) e Zedú Coelho (vocal).
Em 2006- apresenta o show" Mulheres cantadaspor Chico" e estréia em maio no Vinícius grávida de 8 meses de sua filha Verena.
Em dezembro de 2006 é convidada a integrar o coro do Teatro Municipal do Rio de Janeiro para cantar a ópera Carmen de Bizet sob a direção de Carla Camuratti.e aregência do maestro Silvio Viegas.
Atualmente lança a segunda edição do seu CD no Fundo em megastores como a Saraiva e casas de show na Lapa e prepara material para seu novo Cd agora não só compondo e cantando , mas também tocando piano e violão.
Em 2007 – Fez shows no Rio de Janeiro e em outros estados e prepara seu material para seu novo Cd, participa do Coro e Orquestra do Theatro Municipal com o espetáculo “Carmen in Concert”
Em 2008 – Susanne Brandão solta sua voz com a interpretação super elogiada pela imprensa no Show de comemoração do álbum The Dark Side of the Moon do Pink Floyd.
Em 2009 – Inicia o ano com o show “Novo de Novo” onde leva a sua voz, mesclando vários elementos rítmicos ao som Brasileiro e uma percussão marcante e faz o relançamento e divulgação do seu cd “No Fundo” na livraria Argumento. Mas uma vez a cantora surpreende a todos com sua bela perfomace no show VOX harmonizando o rock, soul e blues com a musica erudita.
Em 2010/2011 – Susanne Brandão participa como diretora musical do exposição-espetáculo Noel Rosa, apresentado no Centro Cultural da Justiça Federal – RJ. Além de dirigir musicalmente e cantar em outros espetáculos como: Vinícius (repertório e biografia de Vinicius de Moraes); Tributo a Roberto Carlos (interpretado pelos artistas da escola de música – Musimundi)

RELEASE: NOVO DE NOVO
Nesse show a capixaba Susanne Brandão leva sua voz a MPB e ao soul, mesclando vários elementos rítmicos ao som brasileiro.
Cantora e compositora, Susanne desenvolve um trabalho mesclando ritmos brasileiros.
Percussão marcante e vocal sempre presente são a marca de seu CD, "No Fundo", um trabalho autoral, em que resgata suas raízes.
Apresentou-se em vários estados brasileiros com seu trabalho solo e como vocalista de bandas como a SoulSoul e Vitor Biglione Trio, além de participar de diversos festivais, como o Festival Internacional de Jazz de Vitória e o Escalada do Rock no Rio de Janeiro.
No Rio de Janeiro, Susanne tem se apresentado em programas de rádio e televisão, bem como em casas de shows de grande expressão.
Em seu percurso artístico, Susanne homenageou Elis Regina com o show "Ela Canta Elis", e Mulheres cantadas por Chico, interpretando músicas do Chico Buarque e atualmente se apresenta com música brasileira levando sua voz aos palcos.
Em 2008 sua interpretação foi elogiada pela imprensa pela participação no show de comemoração do aniversário do álbum The Dark Side of the Moon do Pink Floyd juntamente com a banda Bulldog no Rio Rock e Blues Club.
Em 2009 apresenta o show Novo de Novo – MPB com novos formatos. Susanne fez vários shows apresentando seu repertório de Rock,blues e soul e canções eruditas no Show VOX.
Em 2010 /2011 Susanne Brandão participa como diretora musical do exposição-espetáculo Noel Rosa, apresentado no Centro Cultural da Justiça Federal – RJ. Além de dirigir musicalmente e cantar em outros espetáculos como: Vinícius (repertório e biografia de Vinicius de Moraes); Tributo a Roberto Carlos (interpretado pelos artistas da escola de música – Musimundi)

RELEASE: ERUDITO
Cantora erudita, Susanne Brandão percorre com a segurança e experiência de 13 anos de carreira um vasto repertório erudito como soprano ligeiro coloratura. Estudou piano, tem o segundo grau em Canto pela Escola de Música Villa Lobos e Bacharelado em Canto pela Faculdade do Conservatório Brasileiro de Música.
Susanne estuda música desde os 5 anos de idade, tendo aulas com professores de canto renomados no meio erudito entre eles: Ricardo Tuttmann, João Carlos Ditter , Elaine Rowena, Natércia Lopes, Elizabeth Howard, Ângela Ferreira e Joel Telles com quem participou do Núcleo de Ópera da Escola Villa Lobos. Leciona canto e é coordenadora da Musimundi Academia da Música.
Vencedora do 11 Concorzo della Canzone Italiana em 2003 e foi classificada pelo concurso do Teatro Municipal do Rio de Janeiro em 2001 para integrar o Coro do Teatro.Em 2004 ganhou o 3º lugar no Concurso Lorenzo Fernandes. Também, em 2004, classificou-se dentre as nove sopranos finalistas do concurso da Orquestra Petrobrás Pró- Música.
Apresentou em 2002 e e2004 o espetáculo Ópera Nova com o pianista Tíbor Fittel onde mistura música erudita e canções brasileiras. No repertório estão grandes compositores como Villa Lobos, Jaiyme Ovalle, Marlos Nobre, Lorenzo Fernandes, Puccinni, Mozart, e outros além de árias de óperas consagradas tais como La Bohéme, A Flauta Mágica, As Bodas de Fígaro, Madame Butterfly e outras.
Em 2005 e 2006 apresentou-se em recitais. Em dezembro de 2006 foi convidada a integrar o coro do Teatro Municipal do Rio de Janeiro cantando na ópera Carmen de Bizet, permanecendo durante toda a temporada.
Em 2009 estréia o espetáculo Vox unindo erudito ao rock e blues. Cantando músicas de Villa Lobos e outros compositores.

RELEASE: TRIBUTO A JANIS JOPLIN
Nesse show, Susanne traz o puro Soul e Blues que marcaram a carreira de Janis Joplin.
No repertório, estão músicas que fizeram sucesso na sua voz: Summertime, Me and Bob McGee, Move Over, Try, e outras.
A voz de Janis carrega toda a emoção do Blues negro, do soul e do rithm’n blues e Susanne Brandão relembra, com todo feeling, a diva do blues que marcou sua geração.
Em uma de suas primeiras temporadas deste show, a cantora fez alguma apresentações com o conceituado guitarrista Victor Biglione e seu trio, o mesmo apresentando o tributo a Jimi Hendrix em casas como Bastidores, Acorde, Blues&Beer e Lonas Culturais.

DISCOGRAFIA:
•(2000) No fundo • Independente • CD
•(1998) Susanne Brandão • Independente • CD

BIBLIOGRAFIA CRÍTICA:
•ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira - Criação e Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Rio de Janeiro: Rio de Janeiro: Instituto Antônio Houaiss, Instituto Cultural Cravo Albin e Editora Paracatu, 2006.

SITE:
http://www.susannebrandao.com/



MÁRIO DE AZEVEDO



Mário de Azevedo, foi um dos maiores pianistas do Brasil. Nasceu no dia 18 de janeiro de 1905, na cidade de Cachoeiro de Itapemirim/ES e faleceu no ano de 1985, no Rio de Janeiro/RJ.

DADOS ARTÍSTICOS:
Iniciou a carreira artística, como era comum até o final da década de 1920, como pianista de casas de músicas como Pinquim, Viúva Guerreiro, Melodia, Carlos Gomes e Arthur Napoleão. Gravou quatro LPs pela Sinter: "Tempos saudosos", "Subindo ao céu", "A música de Eduardo Souto" e "Valsas de Ernesto Nazareth". Em 1933, fez a música do filme "Onde a terra acaba", com direção de Octávio Gabus Mendes. Estreou em disco em 1943, pela Columbia gravando ao piano quatro valsas de Eduardo Souto: "Verão", "Inverno", "Outono" e "Primavera". No ano seguinte, gravou pela Continental o tango "O despertar da montanha", de Eduardo Souto, e as valsas "A ternura do mar", de Eduardo Souto, "Supremo mestre", da Viúva Guerreiro, e "Subindo ao céu", de Aristides Borges. Em 1945, gravou quatro composições de Eduardo Souto, o fado "O pranto da fadista", a valsa "Solidão", e os tangos "Do sorriso das mulheres nascem as flores", e "O despertar de um sonho", além do lundu "Os lundus da marquesa", de Francisco Braga, e as valsas "Valsa-capricho", de F. Chiaffitelli, "Destino", de Sidney Baynes, e "Sonhando", de Joyce. Em 1946, lançou mais três discos interpretando as valsas "Sugestão de um olhar", de Eduardo Souto, "Dolorosa", de Mário Penaforte, "Quanto doi uma saudade", de Mariana da Silveira, "Ao cair da tarde", de Pelágio Valentim, "Valsa dos que sofrem", de Alfredo Gama, e "Flor do mal", de Santos Coelho. Gravou ainda a valsa "Quando penso em ti", da Viúva Guerreiro, e a canção "A casinha pequenina", apresentada como de domínio público. Além da gravação de discos, continuou se apresentando com boa aceitação em programas pianísticos na Rádio Nacional, Tupi e outras. Em 1948, gravou a valsas "Sonhos azuis" e "Ciúmes sem razão", ambas de João de Barro e Alberto Ribeiro, a toada-canção "Amargura", de Eduardo Souto, e a canção "Nossa canção de amor", de Celso Cavalcanti e Fred Mello.
Em 1949, mudou de gravadora e passou a gravar pela Odeon, onde registrou o tango-brasileiro "Sugestões de um sorriso", de Eduardo Souto, as valsas "Quando dois destinos divergem", de Lauro Maia, "Coração que sente", de Ernesto Nazareth, e "Você", de Osmard de Andrade, a mazurca "Saudade", de Graça Guardia, e o noturno "Le Lac de Come", de G. Galos. Em 1950, gravou a canção "Mágoas", de Eduardo Souto, o chótis "Nas asas de um sonho", de Carlos T. de Carvalho, e as valsas "Foi assim", de Eduardo Souto, e "Sônia", de Mariana da Silveira. Em 1954, contratado pela gravadora Sinter lançou com boa aceitação da crítica mais especializada o LP "Música de Eduardo Souto na interpretação de Mário de Azevedo", um tributo ao compositor paulista Eduardo Souto no qual interpretou as obras "Do sorriso das mulheres nasceram as flores", "Divagações", "Despertar da montanha", "Primavera", "E a pobre guitarra morreu", "Evocação", e "George Walsh". Em 1955, lançou dois LPs pela Sinter. No primeiro, intitulado "Mário de Azevedo ao piano" interpretou o romance "Êxtase", de Ernesto Nazareth, a valsa "Cantiga de rua", de Carlos Vieira de Almeida, a canção "Serenata brasileira", de Carlos Vieira de Almeida, a valsa "Suplication (Último beijo)", de W. J. Paau, o romance "Romance", de Arthur Napoleão, o romance "Serenata sertaneja", de Virgínia Salgado Fiúza, o romance "Prenda minha", música tradicional com adaptação de Ernâni Barroso, e a rapsódia "Rapsódia infantil", de Homero Dornelas. No segundo LP gravado no mesmo ano e que recebeu por título "Valsas" interpretou ao piano dez valsas clássicas: "Quero dizer-te adeus", de Ary Barroso, "Como esquecer-te", de Airão Benjamin, "Canducha", de Juraci Silveira, "Revendo o passado", de Freire Júnior, "Flor do mal", de Santos Coelho, "Minha vida em tuas mãos", de Luis Bittencourt, "Saudade de Iguape", de João B. Nascimento, "Tardes em Lindóia", de Zequinha de Abreu e Pinto Martins, "Quando sonho contigo", de Orestes Ciuff, e "Dores d'alma", de Antônio Bittencourt. Em 1956, gravou um tributo ao compositor paulista Marcelo Tupinambá no LP "Música de Marcelo Tupinambá" no qual tocou ao piano os tanguinhos "Maricota sai da chuva", "Ai ai", "Tristeza de caboclo" e "Viola cantadêra", de Marcelo Tupinambá e Arlindo Leal, os maxixes "Fandango" e "Balaio", de Marcelo Tupinambá e Castelo Neto, o tanguinho "Pierrot", de Marcelo Tupinambá e Sotero de Souza, e o tanguinho "Bambuí", de Marcelo Tupinambá. Em 1958, gravou com seu conjunto um tributo a Ernesto Nazareth no LP "A música de Ernesto Nazareth para você dançar - Mário de Azevedo e Seu Conjunto" com doze obras do compositor carioca a saber: "Matuto", "Ameno Resedá", "Espalhafatoso", "Atrevido", "Miosótis", "Travesso", "Nenê", "Brejeiro", "Escovado", "Duvidoso", "Bambino", e "Mandinga". Em 1959, gravou um novo tributo a Eduardo Souto no LP "Música de Eduardo Souto na interpretação de Mário de Azevedo" no qual interpretou as músicas "Primavera", "Do sorriso das mulheres nasceram as flores", "Nuvens", "A esperança", "Tristeza", "A saudade", "Meditando", "Despertar da montanha", "Um beijo ao luar", "E a pobre guitarra morreu", "O pranto de um fadista", "Sugestões de um sorriso", e "Amargura", todas de Eduardo Souto. No mesmo ano, gravou o LP "Tempos saudosos - Músicas de Ernesto Nazareth e Alfredo Gama - Mário de Azevedo e seu piano" no qual gravou seis valsas de Ernesto Nazareth e seis de Alfredo Gama: "Confidências", "Saudade", "Eponina", "Expansiva", "Henriete", e "Gostas de ouro", de Ernesto Nazareth, e "Valsa dos que sofrem", "Valsa dos que sonham", "Valsa dos que ficam", "Valsa da saudade", "Tempos saudosos", e "Como é bom sonhar", de Alfredo Gama. Em 1960, gravou o LP "Subindo ao céu" no qual interpretou as valsas "Subindo ao céu", de Aristides Borges, "Quando penso em ti", da Viúva Guerreiro, "Saudade", de Graça Guardia, "Supremo mestre", da Viúva Guerreiro, "Folhas ao vento", de Milton Amaral, "Flutuando", de Aurélio Cavalcanti, "Rosa", de Pixinguinha, "Só tu não sentes", de J. F. Fonseca Costa, "Cascata de lágrimas", de Moacir Braga, "Nas asas de um sonho", de C. T. Carvalho, "Ao cair da tarde", de Pelagio Valentim, e "Quanto dói uma saudade", de Mariana da Silveira. Gravou mais de vinte discos em 78 rpm pelas gravadoras Continental, Columbia e Odeon e vários LPs pela gravadora Sinter. Foi um grande intérprete de Ernesto Nazareth e Eduardo Souto.

DISCOGRAFIA:
•(sem data) Valsas de Ernesto Nazareth • Sinter • LP
•(1960) Subindo ao céu • Sinter • LP
•(1959) Música de Eduardo Souto na interpretação de Mário de Azevedo • Sinter • LP
•(1959) Tempos saudosos - Músicas de Ernesto Nazareth e Alfredo Gama - Mário de Azevedo e seu piano • Sinter • LP
•(1958) A música de Ernesto Nazareth para você dançar - Mário de Azevedo e Seu Conjunto • Sinter • LP
•(1956) 3 de abril/Flor amorosa • Polydor • 78
•(1956) Música de Marcelo Tupinambá • Sinter • LP
•(1955) Sambas de Ary Barroso/Baiões de Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga • Polydor • 78
•(1955) Mário de Azevedo ao piano • Sinter • LP
•(1955) Valsas • Sinter • LP
•(1954) Do sorriso das mulheres nascem as flores/Primavera • Sinter • 78
•(1954) Último beijo/George Walsh • Sinter • 78
•(1954) Le Lac de Como/Tardes de Lindóia • Sinter • 78
•(1954) A música de Eduardo Souto • Sinter • LP
•(1950) Mágoas/Nas asas de um sonho • Odeon • 78
•(1950) Foi assim/Sônia • Odeon • 78
•(1949) Sugestões de um sorriso/Quando dois destinos divergem • Odeon • 78
•(1949) Saudade/Coração que sente • Odeon • 78
•(1949) Le Lac de Come/Você • Odeon • 78
•(1948) Sonhos azuis/Amargura • Continental • 78
•(1948) Nossa canção de amor/Ciúmes sem razão • Continental • 78
•(1946) Sugestão de um olhar/Dolorosa • Continental • 78
•(1946) Quanto doi uma saudade/Ao cair da tarde • Continental • 78
•(1946) Valsa dos que sofrem/Flor do mal • Continental • 78
•(1946) Quando penso em ti/A casinha pequenina • Continental • 78
•(1945) Os lundus da marquesa/Valsa-capricho • Continental • 78
•(1945) O pranto da fadista/Solidão • Continental • 78
•(1945) Do sorriso das mulheres nascem as flores/Destino • Continental • 78
•(1945) Sonhando/O despertar de um sonho • Continental • 78
•(1945) Introdução e dança brasileira (Parte I)/Introdução e dança brasileira (Parte II) • Continental • 78
•(1944) A ternura do mar/O despertar da montanha • Continental • 78
•(1944) Supremo mestre/Subindo ao céu • Continental • 78
•(1943) Verão/Inverno • Columbia • 78
•(1943) Outono/Primavera • Columbia • 78

DOWNLOADS:
1956 - Mário De Azevedo - Marcello Tupynambá Na Interpretação Do Pianista
http://www.mediafire.com/download.php?ais00asldx4a2s0

AROLDO SAMPAIO




BIOGRAFIA:
Aroldo Sampaio, cantor, compositor e guitarrista. Nasceu na cidade de Cachoeiro de Itapemirim/ES. É primo do cantor e compositor Sérgio Sampaio.

DADOS ARTÍSTICOS:
Começou a se apresentar em casas noturnas na década de 1980.
Na década de 1990 integrou, como guitarrista, o grupo João Moraes & A Patuleia, da cidade de Cachoeiro de Itapemirim, com o qual fez apresentações em casas noturnas da cidade do Rio de Janeiro.
Em 2001 lançou o primeiro CD solo intitulado "Não música para você esquecer", no qual foram incluídas composições própria e uma regravação de "Viajei de trem", de Sérgio Sampaio.
No ano de 2007 "Haja palavra para o que eu não digo", disco instrumental no qual interpretou diversas músicas de sua autoria, entre as quais "Crássico é crássico e vice-versa (com coro de crianças da cidade de Cachoeiro de Itapemirim), "Pancadaria Futebol Clube", "Uma gangorra para dois", "No money, no money" e "Gato para dois".

RELEASE:
Aroldo Sampaio já tocou com as bandas João Moraes e a Patuléia, Stonehenge, Bandéia e com as cantoras Marcela Lobbo e Denise pontes. Compõe trilhas para documentários, acompanhou músicos no Festival de Alegre (2º lugar em 2003) e tem tem três CDs lançados:
“NÃO MÚSICA PARA VOCÊ ESQUECER”, “SOMEWHERE OVER THE BLUES” e o novíssimo “HAJA PALAVRA PARA O QUE EU NÃO DIGO”.
Com a banda João Moraes e a Patuléia apresentou-se no Programa do Jô e no Altas Horas; gravou um clip da música “Medo” com o humorista Bussunda.
Junto à banda Stonehenge, de cover rock, tocou nos mais importantes palcos do Estado (eventos).
Apresentou com Marcela Lobbo o show “Em Ritmo de Aventura” com músicas de Roberto Carlos no encerramento do Vitória Cine Vídeo e o lançamento do CD da cantora Denise Pontes, no teatro Carlos Gomes.
Em 2004 compôs a trilha sonora do documentário Doc TV I, Brasil Imaginário - "Viagem Capixaba, Um Olhar de Rubem Braga e Carybé. Hoje", Dirigido por João Moraes, exibido em rede nacional pela TV Cultura. Em 2005 compõe a trilha para os especial de TV "Caminho das Águas", e, em 2006, "Entre Pedras e Pássaros.
Suas composições são executadas no programa “Em Movimento” e pela TV Gazeta Sul.
A música “Aquela vinheta que vc me pediu” do segundo CD faz parte do cd Moqueca Capixaba, uma coletânea no formato mp3 com várias bandas do Espírito Santo e a música “Cebolinha Song” do primeiro CD faz parte do projeto Portal Música do Espírito Santo o (musicaes), projeto este que resultou em uma coletânea com quatro CDs e um DVD que mostram um panorama da música do Espírito Santo.

RESENHAS:
Aroldo Sampaio esbanja frases criativas e procura ir além do blues. Ele realiza o que propõe de forma competente, utilizando-se deste estilo para mostrar suas músicas instrumentais que extrapolam a atmosfera usual do blues...conseguindo timbres impressionantes e as atmosferas ideais para as histórias que canta.”Ricardo Vital – Guitar Player (setembro 2007, n° 137)
“...O guitarrista capixaba conseguiu em doze faixas traduzir o blues para uma roupagem bastante autêntica e moderna...No final das contas, não é difícil constatar que basta um pouco de sensibilidade para enxergar que a soma dos mínimos detalhes pode transformar idéias em grandes canções.”André Spera – Cover Guitarra(agosto 2007,nº152)
“Aroldo Sampaio improvisa e inventa à vontade no curioso disco Não Música Para Você Esquecer” Antônio Carlos Miguel - jornal O Globo.
“Até que enfim alguém grava, de maneira totalmente independente, um cd-manifesto contra toda estética padronizada pelo Pro Tools e a enxurrada de plug-ins. Gravado em apenas oito canais, com centenas de boas idéias criativas, esse disco é um dos trabalhos mais legais e instigantes dos últimos tempos. Se você tem a mente e os ouvidos abertos e não tem preconceito, esse cd vai ser uma descoberta incrível.” André Martins - Cover Guitarra.
“A guitarra nem chega a ser a atração principal das músicas. O destaque dado à bateria, órgão ou qualquer outra coisa, mostra que um disco de guitarrista não precisa ser extremamente cheio de solos. A colagem de varias idéias é o que funciona.” Vitor Lopes - International Magazine.
“É um ajuntamento brutal de boas idéias, riffs, eletronices e novas invenções guitarrísticas, como faz tempo não se vê no Brasil...Aaah ,sim, Aroldo nasceu na mítica Cachoeiro de Itapemirim-ES, é primo da entidade Sergio Sampaio e gravou “Viajei de trem” (do disco “Eu quero botar meu bloco na rua”) em versão roquenrol. Nota 10, pode comprar correndo.” Ricardo Schott – Site Discoteca Básica.

DISCOGRAFIA:
(2009) - Haja Palavra Para o Que Eu Não Digo
(2007) - Somewhere Over The Blues
(2003) - Não Música Para Você Esquecer

SITES:
www.myspace.com/aroldosampaio




SHIRLEY DOM

BIOGRAFIA:
Shirley Domingues Vandemeulebroucke, nascida em 19 de março de 1960, na cidade de Cachoeiro de Itapemirim/ES. Cantora.

DADOS ARTÍSTICOS:
Iniciou a carreira artística no Rio de Janeiro, atuando como crooner do conjunto de Chiquinho do Acordeom.
Em 1979, gravou seu primeiro disco para a Gravadora Vitale, contendo as canções “Eu vivia tão feliz” (Lincoln Olivetti e Ronaldo) e "Na sua cabeça" (Paulinho Camargo e Totó).
No ano seguinte, fez vários espetáculos com Luis Carlos Miéle, com destaque para uma temporada no Teatro Clara Nunes (RJ).
De 1982 a 1992, integrou, juntamente com Herivelto Martins e Raul Sampaio, a quarta formação do Trio de Ouro, com o qual realizou apresentações pelo “Projeto Pixinguinha” (1982), no show “Carnavalesca” (Sala Funarte, RJ), no Prêmio Shell (Teatro Municipal do Rio de Janeiro,1987) e em temporada no Maksoud Plaza (São Paulo, 1988), entre outras.
Paralelamente à sua atividade como cantora de música popular brasileira, formou a Banda Shirley Dom, com a qual realizou, durante 14 anos, cerca de 1.000 eventos no seio da Comunidade Judaica, cantando repertório em hebraico e yddish. Seu sucesso dentro desta Comunidade, tanto no Brasil, Israel ou França, fez com que fosse homenageada com uma árvore plantada em seu nome no Bosque de Jerusalém, na Barra da Tijuca (RJ), em 1994, na gestão do vereador Gerson Berger. Foi a única cantora brasileira não-judia a receber tal homenagem, feita tradicionalmente a personalidades que prestaram ou prestam serviços especiais à cultura judaica.
Em 1996, lançou os CDs “Caminhemos”, tributo a Dalva de Oliveira e Herivelto Martins, e “Hatkva”, com repertório em hebraico e yddish.
No ano seguinte, radicou-se em Paris, onde vem se apresentando em espaços como o Petit Journal de Montparnasse, com repertório no qual se destacam obras como "Ave-Maria no morro" (Herivelto Martins) e "Bachianas Brasileiras n° 5" (Villa-Lobos).

DISCOGRAFIA:
• (1996) Caminhemos • Independente • CD
• (1996) Hatkva • Independente • CD
• (1988) Que rei sou eu • Funarte • LP
• (1979) Shirley Dom • Vitale • LP

ZUZUCA DO SALGUEIRO



BIOGRAFIA:
Adil de Paula, conhecido artisticamente pelo nome de “Zuzuca do Salgueiro”, nascido no dia 14 de agosto de 1936, na cidade de Cachoeiro de Itapemirim/ES.
Compositor. Cantor.
Aos 15 anos, começou a tocar violão, logo após ter se mudado para o Rio de Janeiro, indo morar no bairro da Tijuca.
Trabalhou como mecânico após ter servido ao Exército. Nesta época, freqüentava as rodas de samba do bairro.
Fundou com amigos o Bloco Carnavalesco Independentes da Silva Teles (Rua que dá acesso ao morro do Salgueiro).
Em 1960 ingressou na Ala dos Compositores do G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro.

DADOS ARTÍSTICOS:
Em 1965 compôs em parceria com Noel Rosa de Oliveira, o samba "Tudo é alegria".
Em 1966, Jair Rodrigues obteve sucesso nacional, com grande repercussão na imprensa especializada, com "Vem chegando a madrugada", de sua autoria em parceria com Noel Rosa de Oliveira. Neste mesmo ano, Elizete Cardoso, no disco "Muito Elizete", regravou "Vem chegando a madrugada". Ainda em 1966, compôs o samba-enredo "Os amores célebres do Brasil" que classificou em 5º lugar no Grupo 1 a Acadêmicos do Salgueiro. No ano seguinte, em 1967, Jair Rodrigues regravou com grande sucesso "Vem chegando a madrugada" e "Os amores célebres do Brasil".
Em 1968 ao lado de Jair do Cavaquinho, Darcy da Mangueira, Pelado da Mangueira, Anescarzinho do Salgueiro, Velha, Zito (Baianinho), Wilson Oliveira (Wilson Moreira) e Gracia do Salgueiro, fez parte do grupo Os Cinco só, com o qual lançou dois discos. No ano de 1970 o grupo Os Cinco Só lançou, pela gravadora CBS, o primeiro disco "Os Cinco Só - Roda de Samba", gravado ao vivo em sua própria casa. O LP contou com direção artística de Hélcio Milito, sendo incluídas suas composições "Esquinando", "Viola do Pará" (c/ Sebastião Nunes) e "Poeira" (c/ Benedito Reis). Em 1971 o grupo lançou o disco "5 Só - Fim de Festa", no qual foi incluída sua composição "Fim de festa". Com o término do grupo Os Cinco Só, alguns componentes formaram outro grupo, A Turma do Ganzá. Ainda em 1971 o Salgueiro foi campeão com outro samba-enredo de sua autoria "Festa para um rei negro", samba este que trazia um forte e popular refrão: "... Pega no ganzê, pega no ganzá", obtendo sucesso comercial, sendo cantado em todo o Brasil e, logo depois, no mundo inteiro. Na verdade, um sucesso permanente no exterior. No ano seguinte, a escola desfilou com seu samba-enredo "Mangueira, minha madrinha querida", homenagem do Salgueiro à Mangueira. Com este samba-enredo, o Salgueiro classificou-se em 5º lugar do Grupo 1.
Em 1974 lançou o disco "Zuzuca", pela gravadora CBS, no qual interpretou "Nome sagrado" (Nelson Cavaquinho, José Alcides e José Ribeiro). Esta música seria regravada mais tarde por vários intérpretes, mas constando o nome de Guilherme de Brito no lugar de José Alcides. Outras composições do LP foram "Vida da minha vida" (Ataulfo Alves), "Tião" (Jair Amorim e Dunga), "Só Deus" (Jorginho Pessanha e Walter Rosa), "Pois é" (Ataulfo Alves), "Última forma" (Baden Powell e Paulo César Pinheiro), "Obrigação" (Alcides Rosa e Djalma Mafra), "Náufrago" (Padeirinho e Ary Guarda), "Sei que é covardia" (Ataulfo Alves e Claudionor Cruz), "Pisei num despacho" (Geraldo Pereira e Elpidio Viana), "Pedro Pedregulho" (Geraldo Pereira e José Batista), "Decadência" (Baianinho e Bezerra da Silva). Ainda neste disco, incluiu de sua autoria "Sonho de menina", "Meu protetor", "Batuque do morro velho" e "Meu samba meu gongá". Por esta época, foi muito solicitado para shows em boates e casas noturnas. Gravou algumas composições de amigos, como "Ana", de Jair do Cavaquinho. Neste mesmo ano de 1974, Rubens da Mangueira interpretou "Morro velho" no LP "Roda de samba nº 2".
Em 1975 o parceiro Velha, ao lado de Wilson Moreira, Casquinha, Hélio Nascimento, Anézio e Candeia, participou do LP "Partido em 5 volume 2", no qual interpretou "Gato escaldado tem medo de água fria" (Velha e Zuzuca).
Em 1980, a Acadêmicos do Salgueiro desfilou com um samba-enredo "O bailar dos ventos, relampejou mas não choveu" (c/ Zédi, Moacir Cimento e Haideé), classificando-se em 3º lugar.
No final do ano 2000, lançou o CD "Samba de raiz", no qual interpretou antigos sucessos de sua autoria, entre os quais "Festa para um rei negro" e "Vem chegando a madrugada", entre outros sucessos de sua autoria. O CD trouxe ainda algumas composições suas menos conhecidas do grande público como "José brasileiro" e "Semente do samba".
Em 2008 lançou o CD "É o samba que cuida de mim", com o qual fez show no Passeio Público (centro histórico do Rio de Janeiro) e no Pagode do Negão da Abolição, no Clube Guanabara, na Praia de Botafogo.
Entre seus maiores sucessos destacam-se "Vem chegando a madrugada" (c/ Noel Rosa de Oliveira) e sucesso com Jair Rodrigues; "Festa para um Rei Negro" ("Pega no ganzê, pega no ganzá"), "Mangueira, minha madrinha querida" ("Tengo-Tengo, Santo Antônio, Chalé") e "Eneida, amor e fantasia" (Boi da Cara-Preta"), além de "Batuque do morro velho".

OBRAS:
• Amores célebres do Brasil
• Batuque do morro velho
• Boi da cara preta
• Colibri
• Esquinado
• Festa para um rei negro
• Fim de festa
• Mangueira, minha madrinha querida
• Meu protetor
• Meu samba meu gongá
• O bailar dos ventos, relampejou mas não choveu (c/ Zédi, Moacir Cimento e Haideé)
• Os amores célebres do Brasil
• Poeira (c/ Benedito Reis)
• Sonho de menina (Credo cruz)
• Tudo é alegria (c/ Noel Rosa de Oliveira)
• Vem chegando a madrugada (c/ Noel Rosa de Oliveira)
• Viola do Pará (c/ Sebastião Nunes)

DISCOGRAFIA:
• (2008) É o samba que cuida de mim • Independente • CD
• (2000) Samba de Raiz • Independente • CD
• (1976) Deu Zebra • CBS • LP
• (1975) Partido em 5 volume 2 • Tapecar • LP
• (1974) Zuzuca • OKEH • LP
• (1973) Reza Forte • OKEH • LP
• (1972) O Bom Sambista • OKEH • LP
• (1971) 5 Só - Fim de Festa • CBS • LP
• (1970) Os Cinco Só - Roda de Samba • CBS • LP

SHOWS:
• Samba de Raiz. Mr. Scotch. Rio de Janeiro, RJ.
• Show É o samba que cuida de mim. Passeio Público, RJ.
• Show É o samba que cuida de mim. Pagode do Negão da Abolição. Clube Guanabara, RJ

BIBLIOGRAFIA CRÍTICA:
• ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira - Criação e Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Rio de Janeiro: Instituto Antônio Houaiss, Instituto Cultural Cravo Albin e Editora Paracatu, 2006.
• AMARAL, Euclides. Alguns Aspectos da MPB. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2008; 2ª ed. Esteio Editora, 2010.
• ARAÚJO, Hiram. Carnaval - Seis milênios de história. Rio de Janeiro: Editora Gryphus, 2000.
• CABRAL, Sérgio. ABC do Sérgio Cabral - Desfile de craques da MPB. Rio de Janeiro: Ed Pasquim/Ed. Codecri, 1979.
• CABRAL, Sérgio. Elisete Cardoso - Uma vida. Rio de Janeiro: Lumiar Editora, S/D.
• MARCONDES, Marcos Antônio. Enciclopédia da Música Brasileira - Erudita, Folclórica e Popular. São Paulo: Arte Editora/Itaú Cultural, 1977.
• MARCONDES, Marcos Antônio. Enciclopédia da Música Brasileira - Erudita, folclórica e popular. São Paulo: Arte Editora/Itaú Cultural/Publifolha - 2ª edição, 1998.

DOWNLOADS:
1970 - Os Cinco Só - Roda de Samba
http://www.mediafire.com/download.php?r0bi0b2rmfy

1971 – Os Cinco Só – Fim de Festa
http://www.mediafire.com/?4qziyomyvmy





MARCOS RESENDE






BIOGRAFIA:
Instrumentista (pianista). Arranjador. Programador de Sintetizadores. Compositor. Nasceu na cidade de Cachoeiro de Itapemirim/ES.
Aos três anos de idade, iniciou seus estudos musicais, começando pelo acordeon. Aos 12 anos, já integrava um grupo musical.

DADOS ARTÍSTICOS:
Em 1966, viajou para Lisboa (Portugal) para estudar medicina. Na universidade formou um trio com o qual gravou seu primeiro disco. Desde então passou a realizar diversas apresentações nesse país. Participou do Newport Jazz Festival, em Cascais, apresentando-se ao lado de Dexter Gordon, o que lhe deu projeção internacional. Tocou com diversos músicos norte-americanos, como Don Byas, Pony Poindexter e Steve Potts, além de ter acompanhado vários artistas brasileiros, como Chico Buarque, Nara Leão, Maria Bethânia e Gilberto Gil, entre outros.
Em 1971, montou a banda Status, integrada por músicos de diferentes nacionalidades, e iniciou suas composições com instrumentos eletrônicos.
Apresentou-se no exterior, abrindo concertos para Elton John, Phil Woods, Stan Getz, Art Blake and Jazz Messengers e Cannonball Aderley, entre outros.
De volta ao Brasil, formou a banda Index, com a qual gravou um disco em 1978.
Gravou vários discos no Brasil, além de ter atuado em vários eventos culturais em todo o país.
Como compositor, assinou trilhas sonoras para cinema e espetáculos de dança, além de ter participado de festivais de música.
Em 1990, retomou sua carreira na Europa.
Na década de 1990, lançou os CD "About Jobim" (1996), gravado ao vivo no Festival de Jazz de Kopenhagen, e "Tributo a Roberto Carlos" (1998).
Em 2000, gravou o CD "Abrolhos", contendo composições próprias.

DISCOGRAFIA:
(2000) Abrolhos • Visom • CD
(1998) Tributo a Roberto Carlos • PolyGram • CD
(1996) About Jobim • CD

BIBLIOGRAFIA CRÍTICA:
ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira - Criação e Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Rio de Janeiro: Rio de Janeiro: Instituto Antônio Houaiss, Instituto Cultural Cravo Albin e Editora Paracatu, 2006.
AMARAL, Euclides. Alguns Aspectos da MPB. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2008; 2ª ed. Esteio Editora, 2010.

DOWNLOADS:
Marcos Resende - Tributo a Roberto Carlos (1998)
http://rapidshare.com/files/415566972/Marcos_Resende_-1991-_Tributo_a_Roberto_Carlos__320_.zip
http://www.mediafire.com/file/wa5k9553czd0fg3/Marcos_Resende_-1991-_Tributo_a_Roberto_Carlos__320_.zip

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Ana Graça Braga Abreu será a Cachoeirense Ausente de 2011



Anna Graça Braga de Abreu, irmã dos escritores Newton e Rubem Braga, vai receber o título de Cachoeirense Ausente deste ano. Nesta terça-feira (12), o prefeito de Cachoeiro Carlos Casteglione foi autorizado pela Câmara Municipal a indicar o nome de Dona Gracinha, como é conhecida, para ser homenageada com a honraria.

Os vereadores aprovaram a emenda do vereador Professor David Lóss (PDT) ao projeto de lei de autoria do Executivo que determina a eleição direta para escolha do Cachoeirense Ausente. A emenda permite que este ano, por ser o centenário de Newton Braga, idealizador do título e da Festa de Cachoeiro, o homenageado possa ser excepcionalmente escolhido pelo prefeito, entre os membros da família Braga.

“Nada mais justo que homenagearmos Dona Graça Braga com essa honraria. É a forma que encontramos para celebrar Newton e, de modo geral, a família Braga, tão importante para a cultura de Cachoeiro. Agora, vamos formalizar a escolha. Em 2012, a escolha do Cachoeirense Ausente volta a ser por eleição direta”, explica o prefeito Casteglione.

Dona Gracinha será a quarta mulher a receber o título desde que ele foi criado, há 70 anos. No final de março, uma comitiva oficial da prefeitura de Cachoeiro foi a Vitória, onde ela mora, para informar sobre sua indicação para o título.

“Ela ficou muito satisfeita e acolheu nossa proposta. Desde o ano passado, quando demos início à formulação da programação do centenário de Newton Braga, a ideia de indicar o nome de Graça Braga vem ganhando corpo. Estamos muito satisfeitos por termos conseguido concretizar essa homenagem em 2011”, conta a secretária municipal de Cultura, Cristiane Paris.

A entrega do título a Dona Graça será feita durante as comemorações da festa da cidade, em junho, e faz parte das atividades preparadas pela prefeitura para comemorar o centenário de Newton Braga. Haverá reedições de três livros do escritor, publicação de suas críticas literárias e de um livro feito por suas filhas, lançamento de selo comemorativo.

A Secretaria de Cultura, em parceria com a Secretaria de Comunicação, prepara ainda um livro com os perfis dos homenageados com o título de Cachoeirense Ausente desde que a homenagem foi instituída, em 1942.O lançamento será durante a festa de Cachoeiro.

Festival de crônicas resgata memória da ferrovia



Estão abertas as inscrições para o festival de crônicas do Museu Ferroviário Domingos Lage, de Cachoeiro de Itapemirim. Pode participar qualquer pessoa que queira escrever sobre sua relação ou história com a ferrovia do município. O tema é “A memória nos trilhos da ferrovia”.
Os participantes devem entregar as fichas de inscrição e seus textos, em duas vias e com no máximo duas páginas, no Museu Ferroviário (antiga Estação Ferroviária), que fica na rua Coronel Francisco Braga, no bairro Guandu. O prazo para entrega do material termina no dia 6 de maio.
O festival de crônicas faz parte da programação da 9ª Semana Nacional de Museus, que será realizada entre 16 e 22 de maio. A programação do evento ainda com exposição do acervo do Museu Ferroviário e de documentos e objetos de ex-ferroviários, além de apresentação de documentário sobre a ferrovia. Mais informações pelo telefone: 3155-5691.

Fonte:
http://www.cachoeiro.es.gov.br/site.php?id=NOTICIA&id_item= 1SEMCOS 20/04/11 91020



Cineasta famoso pode produzir filme sobre imigrantes de Cachoeiro de Itapemirim



O cineasta Roberto Farias poderá produzir seu próximo filme em Cachoeiro de Itapemirim. É esta a expectativa dos articuladores culturais da região sul do Espírito Santo. Roberto fará uma visita ao distrito de Burarama onde se desenrola a trama do livro Anauê, de Marcelo Grillo. A narrativa detalha os fatos acontecidos entre 1930 a 1950 onde idéias revolucionárias influenciaram esta bucólica região, localizada a 20 quilômetros do centro de Cachoeiro.

Após intensa pesquisa, o fato, até então enterrado na rara memória da história capixaba revelou fatos que atrairam a atenção de Roberto Farias. Giordano Berllone, Vitto Gardini e Giovanna Polline são os protagonistas do livro. Os dois imigrantes italianos vêem o vínculo de amizade que os unia se esfacelar pela opção político-ideológica: Berllone, o antiintegralista; Gardini, o integralista fervoroso. Nesta amizade aparece Giovanna que acirra ainda mais as divergências.

Só que naquela época as convenções tinham importância e a diferença de idade era um problema menor do que o fato de Giordano ser casado. A narrativa em terceira pessoa se desenvolve na ocupação pelos imigrantes de Burarama; na luta política para obter benefícios à nova terra; no contato com a doutrina forjada por Plínio Salgado; na divisão do então distrito em integralistas e não integralistas; no relacionamento com o prefeito de Cachoeiro da época Fernando Abreu (que receou perder a influência em Burarama com a ascensão do integralismo entre os italianos); nas brigas com os comunistas (há uma cena memorável de um tiroteio na antiga estação); no amor impedido entre Giordano e Giovanna; no reatamento dos antigos amigos; no pacto para tornar proibido o assunto integralismo.

Assuntos até então esquecidos e que voltaram à tona com o livro de Marcelo Grillo. Atores Cachoeirenses poderão se habilitar para atuar no longa. Roberto Farias se encontra com o prefeito de Cachoeiro no dia 7 de abril e visitará as possíveis locações do Filme.

Entre outros sucessos de sua filmografia, Roberto Farias produziu em 1960, o policial Cidade Ameaçada, com o qual ganhou vários prêmios e se tornou um dos mais respeitados cineastas brasileiros, posição que ele viria a sacramentar com Assalto ao Trem Pagador, em 1962. Na Década de 1960 fundou com os irmãos a produtora R.F.Farias, uma das mais importantes do país. Ele se tornou um diretor popular ao filmar a trilogia de filmes com Roberto Carlos, que começou em 1968 com Roberto Carlos em Ritmo de Aventura e terminou em 1971 com A 300 km por hora.

Com informações do correspondente da Rede Vitória no Sul do Estado, Ramon Barros.

Fonte:
http://www.folhavitoria.com.br/geral/blogs/folhavitoriasul/2011/03/23/cineasta-famoso-pode-produzir-filme-em-cachoeiro-de-itapemirim/



segunda-feira, 18 de abril de 2011

MARCELO DUARTE


Alegre, brincalhão, verdadeiro, alguém que busca viver o cristianismo em suas atitudes. Esse é Marcelo dos Santos Duarte, músico, casado, flamenguista e pai do Eduardo. Nascido no dia 21 de março de 1977, ele é filho do gerente de produção José Bonelar Duarte e da professora Conceição dos Santos. Começou na música 1989, brincando em casa e freqüentando igrejas evangélicas com alguns amigos. No mesmo ano, ganhou do pai seu primeiro violão. No ano seguinte, passou a se interessar pelo contra-baixo e em 91 também ganhou o instrumento do pai. Já em 1992, se interessou pelo teclado, que passou a ser seu instrumento principal.

Capixaba de Cachoeiro do Itapemirim (ES), Marcelo teve diversas influências musicais, entre elas Toto, Mandy Moore, Ed Motta e Bom Jovi. Ao longo da carreira de músico, tocou nas bandas Ponto 4, Reza Forte, Bandoasis, Brazil Jamaica, entre outras. Ingressou na primeira banda de baile em 1993, onde se firmou como músico profissional e backing vocal. Em 1999, foi convidado por Dalvimar Gallo para gravar o CD Deus está no Ar. “A partir daquele momento minha vida começou a mudar e em 2000 eu já estava morando em Cachoeira Paulista (SP), onde Deus deu início ao ministério Anjos de Resgate”, diz Marcelo. Em 2008, com a saída de Dalvimar da banda, assumiu a voz principal da banda e deixou os teclados para tocar guitarra e violão.

Bem-humorado, o músico lembra de um fato engraçado que aconteceu durante um show do Anjos de Resgate: “Na pressa de começar a apresentação no Hallel de Maringá (PR), resolvemos pegar uma estante de teclado emprestada. Eu usava o Equinox 88 Pro, da GEM (um pouco pesadinho), e o resultado foi que na primeira música a estante não agüentou e o teclado caiu. Eu dei um jeito de continuar tocando no chão até providenciarem uma outra estante. O mais legal foi que, no final do show, ninguém perguntou do meu pé... Só perguntavam se o teclado estava inteiro” (risos), relembra.

Residente em Taubaté, Marcelo tem um estúdio e faz trabalhos de produção musical.


Fonte:
http://www.anjosderesgate.com.br/pt/banda/banda_marcelo.php

Intendentes de Cachoeiro de Itapemirim

Somente a partir de 1914, Cachoeiro de Itapemirim passou a ser governado por prefeitos. Antes, denominava-se intendente a principal autoridade do Executivo, cargo que era acumulado com o de presidente da Câmara.

Os intendentes de São Pedro de Cachoeiro, da emancipação política até 1914, foram os seguintes presidentes da Câmara Municipal:

Francisco Xavier Monteiro da Gama, Joaquim Antônio de Oliveira Seabra, Basílio Daemon, Batista Fluminense, Gil Goulart, Carlos Bernardino Maciel, Manoel Leite de Novaes Mello, Eugênio Amorim, Rafael di Martino, Diogo Pires de Amorim, Francisco Guárdia, Bernardo Horta, José Gomes Pinheiro Júnior, Marcondes Souza, Antônio de Souza Monteiro e Felinto Martins.


Fonte:

Câmara Municipal de Cachoeiro de Itapemirim

VITROLA DE 3


O som é diferente. Os músicos têm estilos originais e criativos que se complementam. Os instrumentos são típicos da música regional de várias partes do país mas o som é de Cachoeiro de Itapemirim. Lá estão eles e juntos formam o Vitrola de 3: banda que a cada show conquista mais admiradores e novos espaços. Esse é o Vitrola: talentoso, único, estridente e performático. O grupo surgiu em outubro de 2007, com apenas três integrantes, mas logo sentiu a necessidade de se expandir e em quatro meses de existência eram sete os músicos. Desde então, o grupo tem buscado aliar música, poesia, circo e teatro. Nesse início, o Vitrola apropriou-se de canções que compõem o repertório de renomados compositores brasileiros, como Chico Buarque, Sérgio Sampaio, Paulinho da Viola, entre outros. Em pouco tempo, a ciranda e as músicas folclóricas passaram a munir a banda. Os sucessos já são muitos. Hoje o grupo ousa no campo da composição, tendo um show sé com músicas próprias, e as músicas são cantadas e as letras declamadas por seus fãs. Com apresentações na capital do Estado, no final de janeiro de 2009, a banda lotou o Teacher's Pub, na Praia do Canto, em municípios da região sul capixaba e no norte-fluminense, o Vitrola de 3 têm levado suas músicas e performances a um público cada vez mais vasto. A banda ganha notoriedade na mídia local, e também na mídia nacional, com uma matéria dentro da Caros Amigos e conta com um público fiel, composto pelos "vitroleiros", como se autodenominam os seguidores fiéis do grupo. O Vitrola de 3 se destaca também ao contribuir com o cenário cultural de Cachoeiro de Itapemirim. Informativos semanais (o Informativo Vitrolez) produzidos pela banda disseminam entre os cachoeirenses os principais acontecimentos da cidade. Hoje, o grupo aposta em composições próprias, nas quais se podem notar elementos do samba, do afro-beat e do rock, da música experimental, territórios pelos quais a banda passeia despretensiosa e impunemente. Ora dançantes, ora poesias musicadas, as canções do Vitrola trazem a marca da originalidade, o que torna o grupo um dos expoentes da cultura de Cachoeiro e do estado.


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